quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Adoro cantar no espelho, colar coisas fofas na parede e fingir que não me importo com a opinião alheia. Ser clichê é divertido, e admitir isso mais ainda. Mas infelizmente, minha descrição não acaba nessa frase. Por dentro me sinto diferente do resto do mundo: Tenho um coração que funciona ao contrário. Esqueço as pessoas que acabei de conhecer, e me lembro toda noite antes de dormir, principalmente das que me fizeram sofrer. Queria me livrar dessa mania, mas quanto mais tento, mais faço. Acho que preciso de um manual, será que existe? Nunca encontrei. Não brinco com os as pessoas, apenas não me divirto. Gosto de intensidade, mas odeio falta de liberdade. Quando percebo minhas borboletas estão entrando em extinção, abro minhas enormes e brilhantes asas invisíveis e saio voando por aí. Esqueço as senhas dos meus inúmeros login, entro sempre offline e atravesso a rua para não esbarrar. Acho que a maioria das pessoas, são tão imaturas que precisem amadurecer dentro de mim por alguns meses. Aí depois volto, relembro, me entrego e me esqueço. Guardo os ursinhos que ganhei até hoje, e durmo com eles toda noite. E se quer saber, a maioria deles cheira bem, diz eu te amo com um abraço, e a melhor parte, não cobram ou esperam nada por isso. Talvez meu amor seja a melhor parte de mim.

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